Uma brasileira e um tapete vermelho
Esta foi a primeira coluna que escrevi de Londres para o portal da Click21, que ganhou nova cara em junho:
Acho que a gente pode ver de tudo em Londres. A capital da Inglaterra é um verdadeiro melting pot quando o assunto é cultura ou pessoas. E foi aqui, na terra da rainha, que eu decidi passar uns meses. Nada como se lançar numa aventura que você nem sabe no que vai dar, não é mesmo?
Com menos de duas semanas na capital inglesa, já explorando a cidade, resolvi passar uma tarde agradável visitando o Picadilly Circus. Aproveitei que o tempo estava meio chuvoso (uma novidade em Londres!) para assistir, na matinê, a peça A Ratoeira, de Agatha Christie. O espetáculo está há 52 anos em cartaz e é inacreditável como até hoje não vazou o nome do assassino (ou assassina, haha!) por um espírito de porco de plantão. Mas a idéia para esta primeira coluna londrina não surgiu da peça, mas do que aconteceu depois.
Ao sair do teatro, resolvi ir a pé para casa, o que incluía cortar caminho pelo Leicester Square. Para quem não conhece, o Leicester é o point do entretenimento londrino quando o assunto é cinema. É na famosa praça que acontecem as grandes premieres no Reino Unido. E foi justamente uma dessas premieres que me esperava, a do filme de terror teen The House of Wax. Não preciso dizer que a figura mais aguardada pelo povo que se amontoava, em busca de um lugarzinho com visão privilegiada do tapete vermelho, era a da espevitada Paris Hilton. Claro que euzinha não tinha o menor interesse em ver nenhuma Paris de perto (só mesmo a cidade luz), mas confesso que a curiosidade sobre o evento falou mais alto e logo me vi assegurando o meu spot na grade em meio ao povão, bem em frente à entrada do cinema, do lado oposto dos fotógrafos (aposto que estou rolando no fundo de várias fotos que percorreram redações do mundo inteiro!).
Como jornalista e apreciadora do comportamento humano, estava adorando observar a reação das adolescentes histéricas e turistas de plantão, que mal sabiam o que ia acontecer no local (tem gente que não pode ver uma fila ou agrupamento de pessoas que já fica a postos). O lema adotado pela multidão era: bata a foto primeiro, pergunte quem é depois. Do alto da minha dignidade, estava me sentindo meio ridícula por estar ali a cada olhadela dos seguranças, que pareciam querer descobrir algum terrorista de tocaia. Por outro lado, também estava interessada em ver no que ia dar tudo aquilo. Mas depois de duas horas em pé, sem poder me mexer direito ou sentar, comecei a duvidar da minha sanidade mental. Afinal, nunca fui fã afoita de ninguém para fazer tanto sacrifício. Ou pagar tamanho mico! Só o pensamento de que finalmente tinha um assunto que valesse a pena para uma coluna de estréia me fez ficar firme no salto (modo de dizer, pois eu estava de tênis, é claro).
E não é que no final o esforço foi recompensado com um bônus extra? Depois de um desfile de celebridades locais que eu nunca tinha visto na vida – incluindo uma vencedora do Big Brother inglês que se achava a última bolacha do pacote e, coitada, viu seu tomara-que-caia literalmente cair na frente dos fotógrafos – eis que aparecem no tapete vermelho Chad Michael Murray (da série One Tree Hill) e Jared Padalecki (de Gilmore Girls). Como boa VICIADA em seriados que sou, acabei deixando o lado fã falar mais alto e assumi o ar embasbacado de praxe. Não é todo dia que se depara com um Lucas ou um Dean estacionados e sorridentes bem na sua frente, não é mesmo? Sem mencionar que o Jared foi a coisa mais fofa do mundo (que me perdoem os rapazes, pelo momento babação de ovo), conversando com os fãs como se os estivesse recebendo no jardim de casa, assinando autógrafos e posando para fotos. Down to earth, como dizem por aqui. Fiquei encantada, nem preciso dizer. Ainda estou enxugando a baba até agora.
Depois do momento simpatia de Jared, relaxei e curti. Não teve para mais ninguém. Paris Hilton passou toda pink, mas não abafou; e Elisha Cuthbert, a estrela da fita e a irritante Kim Bauer da série 24 Horas, também marcou presença discreta (nota da colunista: é um toquinho de gente a moça. Mesmo!!). Ao final do evento, quando quem tinha convite entrou para assistir ao filme, duas coisas ainda permaneciam sem resposta para mim. A primeira é quem eram as duas mulheres parecendo um par de jarros, vestidas com um microvestido vermelho (num frio do cão!) e duas mini-perucas pretas, que deixaram os fotógrafos num frenesi louco. Big interrogation mark. Fui descobrir dias depois que era a dupla Cheeky Girls. Continuei na mesma... Even bigger interrogation mark!! A segunda é porque cargas d’água eu NÃO saí com a minha máquina fotográfica naquele dia!!! Podia ter em mãos vários momentos Kodak para a posteridade. Sem falar numa foto com o Jared, o mais novo queridinho do meu caderninho...
Bom, já me conformei, são águas passadas. Afinal, não faltarão premieres como esta em Londres. Resta saber se eu vou ter pique e cara-de-pau para pagar mais um mico como esse num outro tapete vermelho do Leicester. Se criar coragem, Tom Cruise e a Guerra dos Mundos que me aguardem!
Mas essas são cenas para um próximo encontro...
See you soon.
Acho que a gente pode ver de tudo em Londres. A capital da Inglaterra é um verdadeiro melting pot quando o assunto é cultura ou pessoas. E foi aqui, na terra da rainha, que eu decidi passar uns meses. Nada como se lançar numa aventura que você nem sabe no que vai dar, não é mesmo?
Com menos de duas semanas na capital inglesa, já explorando a cidade, resolvi passar uma tarde agradável visitando o Picadilly Circus. Aproveitei que o tempo estava meio chuvoso (uma novidade em Londres!) para assistir, na matinê, a peça A Ratoeira, de Agatha Christie. O espetáculo está há 52 anos em cartaz e é inacreditável como até hoje não vazou o nome do assassino (ou assassina, haha!) por um espírito de porco de plantão. Mas a idéia para esta primeira coluna londrina não surgiu da peça, mas do que aconteceu depois.
Ao sair do teatro, resolvi ir a pé para casa, o que incluía cortar caminho pelo Leicester Square. Para quem não conhece, o Leicester é o point do entretenimento londrino quando o assunto é cinema. É na famosa praça que acontecem as grandes premieres no Reino Unido. E foi justamente uma dessas premieres que me esperava, a do filme de terror teen The House of Wax. Não preciso dizer que a figura mais aguardada pelo povo que se amontoava, em busca de um lugarzinho com visão privilegiada do tapete vermelho, era a da espevitada Paris Hilton. Claro que euzinha não tinha o menor interesse em ver nenhuma Paris de perto (só mesmo a cidade luz), mas confesso que a curiosidade sobre o evento falou mais alto e logo me vi assegurando o meu spot na grade em meio ao povão, bem em frente à entrada do cinema, do lado oposto dos fotógrafos (aposto que estou rolando no fundo de várias fotos que percorreram redações do mundo inteiro!).
Como jornalista e apreciadora do comportamento humano, estava adorando observar a reação das adolescentes histéricas e turistas de plantão, que mal sabiam o que ia acontecer no local (tem gente que não pode ver uma fila ou agrupamento de pessoas que já fica a postos). O lema adotado pela multidão era: bata a foto primeiro, pergunte quem é depois. Do alto da minha dignidade, estava me sentindo meio ridícula por estar ali a cada olhadela dos seguranças, que pareciam querer descobrir algum terrorista de tocaia. Por outro lado, também estava interessada em ver no que ia dar tudo aquilo. Mas depois de duas horas em pé, sem poder me mexer direito ou sentar, comecei a duvidar da minha sanidade mental. Afinal, nunca fui fã afoita de ninguém para fazer tanto sacrifício. Ou pagar tamanho mico! Só o pensamento de que finalmente tinha um assunto que valesse a pena para uma coluna de estréia me fez ficar firme no salto (modo de dizer, pois eu estava de tênis, é claro).
E não é que no final o esforço foi recompensado com um bônus extra? Depois de um desfile de celebridades locais que eu nunca tinha visto na vida – incluindo uma vencedora do Big Brother inglês que se achava a última bolacha do pacote e, coitada, viu seu tomara-que-caia literalmente cair na frente dos fotógrafos – eis que aparecem no tapete vermelho Chad Michael Murray (da série One Tree Hill) e Jared Padalecki (de Gilmore Girls). Como boa VICIADA em seriados que sou, acabei deixando o lado fã falar mais alto e assumi o ar embasbacado de praxe. Não é todo dia que se depara com um Lucas ou um Dean estacionados e sorridentes bem na sua frente, não é mesmo? Sem mencionar que o Jared foi a coisa mais fofa do mundo (que me perdoem os rapazes, pelo momento babação de ovo), conversando com os fãs como se os estivesse recebendo no jardim de casa, assinando autógrafos e posando para fotos. Down to earth, como dizem por aqui. Fiquei encantada, nem preciso dizer. Ainda estou enxugando a baba até agora.
Depois do momento simpatia de Jared, relaxei e curti. Não teve para mais ninguém. Paris Hilton passou toda pink, mas não abafou; e Elisha Cuthbert, a estrela da fita e a irritante Kim Bauer da série 24 Horas, também marcou presença discreta (nota da colunista: é um toquinho de gente a moça. Mesmo!!). Ao final do evento, quando quem tinha convite entrou para assistir ao filme, duas coisas ainda permaneciam sem resposta para mim. A primeira é quem eram as duas mulheres parecendo um par de jarros, vestidas com um microvestido vermelho (num frio do cão!) e duas mini-perucas pretas, que deixaram os fotógrafos num frenesi louco. Big interrogation mark. Fui descobrir dias depois que era a dupla Cheeky Girls. Continuei na mesma... Even bigger interrogation mark!! A segunda é porque cargas d’água eu NÃO saí com a minha máquina fotográfica naquele dia!!! Podia ter em mãos vários momentos Kodak para a posteridade. Sem falar numa foto com o Jared, o mais novo queridinho do meu caderninho...
Bom, já me conformei, são águas passadas. Afinal, não faltarão premieres como esta em Londres. Resta saber se eu vou ter pique e cara-de-pau para pagar mais um mico como esse num outro tapete vermelho do Leicester. Se criar coragem, Tom Cruise e a Guerra dos Mundos que me aguardem!
Mas essas são cenas para um próximo encontro...
See you soon.


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